sábado, 30 de maio de 2009

versos

Escrevo versos curtos

Poesias que cabem em bolsos

Palavras que ficam apertadas em soluços e sussurros

Que passam voadas em um abraço folgado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Seu Cabelo

Nunca é tarde...

Seus desejos que me aguardem, temperado

Quando eu começar a fazer sinais

Com a mão...

Ou jogos de luzes com o espelho

Não se esconda atrás do cabelo

Ondulado, Rodelas de Cebolas Salgadas

Parecendo uma cachoeira gelada

Das pedras graúdas

Aos menores peixes prateados

Que dentro d'água rondam os corpos

Chamando a atenção..

Pois andam em multidão!

terça-feira, 26 de maio de 2009

. .

Moscas verdes como beija-flores pairando no ar
Sobre o vomito na calçada pública
Que só a chuva se atreve a um dia lavar
Um velho cambaleando acaba de se levantar

Acende o primeiro cigarro do dia
Para estancar o cheiro de enxofre da boca..
Quase que sem dentes, segura um pão
Que estala quando mastiga,por causa da terra emvouvida

Cheio de feridas, das omoplatas as canelas cinzas
Crianças felizes com brinquedos caseiros
Com pedaços de giz, riscando o chão e as paredes de azulejo

-Chega!Quero migrar para o Sul. Não tenho parentes lá
Quero fugir para o Norte. Morrer para lá estaria bom
Só não quero ficar, no imaginário,como seria viver em outro lugar...

Meus melhores amigos não se parecem comigo
Quero sumir,antes das buzinas,antes do Carnaval
Antes que as ruas se infestem de vomito e urina..



-Mais hoje esse meu medo passou!

Ganhei a tua cor, teu gosto, o teu querer...
Vou mudar, vou me furar, vou me tingir tanto até enegrecer...
Vou me transformar em um mostro asqueroso
Ou em qualquer outra coisa que nimguem crê!

De baixo da palafita do gato que mia...

De baixo da palafita do gato que mia,

Encontro-me aos destroços de um passado remoto.

Uma pessoa em possesso de ódio ainda me pergunta:

"Porque não tens amor ao próximo?"

Eu retruco com três gritos:

"Já gostei de um ponto no infinito.

Sei como isso é dolorido.

Hoje meu amor não passa de um cachorro paralítico."

Lixeira

A calma...

Em sua forma concreta; Uma estatua

Qualquer uma...

Da Rústica a mais atualizada

A desconhecida para a clássica

A cara séria para o céu...

Com a espada desembainhada

Sobre a calçada vulgar...

A lixeira trasborda sacolas

A verdadeira; Grande obra!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

paranóia

As paredes se contraindo

O quarto virando um labirinto

E a paranóia vai aumentar...

Agora que tudo perdeu o sentido

Desligo a luz...

Procurando no silêncio o seu grito

Mais nenhum barulho

Na escuridão da noite..

As portas do armário se abrindo

Um rangido no meu coração...


Vida

Adrenalina.

Corda poída.

Precisando apenas de um puxão.

Frase ainda não lida.

Arte escondida.

Sustento de inspiração.

Tudo mentira.

Verdade e vida.

Amarrada com um só laço.

De um frágil cordão.