segunda-feira, 22 de junho de 2009

Não Existe remédio!
Mais eu enxergo a solução para todas as chagas do mundo.
Conto a Dedo todos os olhos vermelhos do subterrâneo.
Mergulho enfermo em todas as coisas que não duram.

Talvez tenha sido você...
O motivo pelo qual ainda não perdi a razão.
Pois sei que existe um coração no meio daquelas bananeiras.
Do outro lado do rio, na natureza.

Na garupa de uma moto, perdido nas ruas estreitas
Na cidade, o meu boné é uma grande vaidade.
E isso é felicidade ? quero me esconder atrás dos galhos de árvore

Quero escalar rochedos, deslizar dos precipícios.
Mesmo sabendo que nada disso é preciso. Apenas uma cadeira..
E uma boa garrafa de vinho, Vence a doença, a velhice e até a morte.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Era!

Não era amor...
Era uma salada de sentimentos.
Um transito de pessoas.
No meu palácio.
A igreja.
No meu castelo.
Era Ruína.
Apenas uma pedras.
Areia,cimento,maciço tijolo...
Um cisco no meu olho.
Não era!
Era um cego.
Trajando apenas um tapa olho!
Será que era...
Na verdade era é o inverso.
Com mentiras banhado meu colar de ouro.

Virando rotina

Descabelada levanta da cama.
Acende o primeiro cigarro do dia.
Vai fazer o café na cozinha.
Senta e descansa na sala.
Agora que já é dia.
Não sei se aguento.
Outras noites de euforia.

domingo, 7 de junho de 2009

Estamos perdidos no tempo e no mundo.
A sorte me acaricia aumentando ainda mais minha malícia.
Em cada metro enchego uma cova e um discreto número.
O que me da certeza que é meu túmulo.

Há dias o sol banha meu corpo sem vida.
O vento refrigera o espaço entre minha costelas vazias.
Venci a morte inventando outra profecia.
Agora carrego meu sonhos dentro de uma garrafa.

Tenho a liberdade de caminhar pela terra.
Embora almeje tanto a crosta da lua.
Que brotam capim nas junta da minha nuca.

Não vejo mais graça transitar pelo mesmo caminho.
Ainda não sei o que é pior, ser humano ou ser eterno.
Há - Vou dormir para sempre em um colchão ortopédico.

sábado, 30 de maio de 2009

versos

Escrevo versos curtos

Poesias que cabem em bolsos

Palavras que ficam apertadas em soluços e sussurros

Que passam voadas em um abraço folgado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Seu Cabelo

Nunca é tarde...

Seus desejos que me aguardem, temperado

Quando eu começar a fazer sinais

Com a mão...

Ou jogos de luzes com o espelho

Não se esconda atrás do cabelo

Ondulado, Rodelas de Cebolas Salgadas

Parecendo uma cachoeira gelada

Das pedras graúdas

Aos menores peixes prateados

Que dentro d'água rondam os corpos

Chamando a atenção..

Pois andam em multidão!

terça-feira, 26 de maio de 2009

. .

Moscas verdes como beija-flores pairando no ar
Sobre o vomito na calçada pública
Que só a chuva se atreve a um dia lavar
Um velho cambaleando acaba de se levantar

Acende o primeiro cigarro do dia
Para estancar o cheiro de enxofre da boca..
Quase que sem dentes, segura um pão
Que estala quando mastiga,por causa da terra emvouvida

Cheio de feridas, das omoplatas as canelas cinzas
Crianças felizes com brinquedos caseiros
Com pedaços de giz, riscando o chão e as paredes de azulejo

-Chega!Quero migrar para o Sul. Não tenho parentes lá
Quero fugir para o Norte. Morrer para lá estaria bom
Só não quero ficar, no imaginário,como seria viver em outro lugar...

Meus melhores amigos não se parecem comigo
Quero sumir,antes das buzinas,antes do Carnaval
Antes que as ruas se infestem de vomito e urina..



-Mais hoje esse meu medo passou!

Ganhei a tua cor, teu gosto, o teu querer...
Vou mudar, vou me furar, vou me tingir tanto até enegrecer...
Vou me transformar em um mostro asqueroso
Ou em qualquer outra coisa que nimguem crê!